Debate sobre repasse do reajuste começa na próxima semana

O ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, informou hoje que as concessionárias de telefonia fixa já aceitaram a proposta dele de conversar uma forma de aplicar a diferença do reajuste de tarifas do ano passado. Eunício disse que as empresas não vão repassar essa diferença ao consumidor antes de conversar com o governo. As negociações deverão começar na próxima semana.Hoje de manhã, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu restabelecer o Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) como indexador das tarifas do setor, no ano passado, cassando uma liminar da Justiça Federal que havia determinado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como indexador. Essa decisão deverá elevar o reajuste das tarifas deste ano, que já havia sido aprovado pela Anatel com um índice médio de 6,89%.Da não-aplicação do IGP-DI sobre o reajuste de tarifas do ano passado surgiu uma diferença que será compensada agora, podendo elevar o reajuste deste ano para até 16,5%, em média. "As empresas aceitaram sentar conosco e com a Anatel e decidir de que maneira será aplicada a diferença", disse Eunício.Segundo ele, as empresas do setor levaram em consideração o momento econômico, o eventual impacto inflacionário de um repasse imediato da diferença e, principalmente, o peso que o reajuste terá no bolso do consumidor. " Encontramos nas empresas um ambiente favorável para não fazer pressão no consumidor". ParcelamentoDe acordo com Eunício, há disposição de encontrar uma forma mais suave para aplicar a diferença. Uma das hipóteses é o parcelamento. Segundo o ministro, as empresas vão aguardar a publicação do acórdão da decisão de hoje da Corte Especial do STJ.Ele assegurou que, amanhã, passarão a vigorar os valores dos serviços de telecomunicações que vêm sendo publicados nos jornais de grande circulação pelas concessionárias, considerando o reajuste de 6,89% em média. O ministro relatou que conversou com dirigentes da Telefônica, Telemar, Brasil Telecom e a Embratel.

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