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Debate sobre RGR termina em bate-boca

O uso dos recursos da Reserva Global de Reversão (RGR) pela Eletrobrás motivou bate-boca na Comissão de Infraestrutura do Senado ontem, na reunião que discutiu a prorrogação da cobrança do encargo por mais 25 anos.

Lu Aiko Otta, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2011 | 00h00

O presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia Elétrica (Abrace), Paulo Pedrosa, afirmou que o dinheiro da RGR é emprestado pela Eletrobrás a algumas empresas do setor, enquanto outras não têm acesso aos empréstimos - os mais baratos do mercado (5% ao ano). Isso, disse, afasta empresas dos leilões.

"Os empréstimos são transferência de recursos para algumas empresas, e as que têm acesso são as do Grupo Eletrobrás". Por causa do tratamento privilegiado, os custos dessas empresas tendem a ser menores.

O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, reagiu. "Quando falamos de coisa séria, fazer manipulação de informação? Pegue auditoria da Aneel", esbravejou. Segundo ele, por lei a Eletrobrás não pode aplicar recursos da RGR nos leilões. ''Achei que era jornalista que ia falar isso, mas quando ouvi gente com experiência no setor dizendo que a Eletrobrás pega dinheiro para disputar, eu me apavorei.''

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