Decepção com Alcoa traz cautela nos mercados internacionais

Bolsas europeias operam em leve baixa após o início da temporada de balanços nos EUA

Daniela Milanese, da Agência Estado,

12 Janeiro 2010 | 08h35

A decepção com o início da temporada de balanços nos Estados Unidos traz cautela aos mercados internacionais na manhã desta terça-feira, 12. As bolsas europeias operam em leve baixa, desmotivadas pela agenda fraca desta terça.

 

Com número pior do que o esperado, a Alcoa desapontou ontem à noite ao registrar lucro líquido de US$ 0,01 por ação no quarto trimestre de 2009. As ações da empresa reagiram em baixa no after hours e recuaram mais de 5%. Conforme o estrategista do Deutsche Bank Jim Reid, a companhia sofreu com questões cambiais e o aumento do custo da energia.

 

Ao longo do dia, a expectativa com os resultados da Alcoa já impunha precaução, anulando o otimismo dos números favoráveis do comércio exterior da China - importante termômetro para a recuperação mundial.

 

Outro dado crucial para essa análise, o mercado de trabalho dos Estados Unidos, trouxe no final da semana passada o recado de que o Federal Reserve não deve ter pressa para apertar a política monetária. Esse é um fator fundamental para o posicionamento dos investidores, que aproveitam hoje a liquidez criada pelos bancos centrais. A estratégia do Fed também define a procura por ativos emergentes.

 

A agenda internacional está esvaziada nesta terça-feira e só esquenta ao longo da semana - ao contrário do severo inverno no Hemisfério Norte, o chamado "big freeze", que deve continuar causando transtornos nos próximos dias. O único indicador previsto para hoje nos Estados Unidos é o saldo da balança comercial de novembro, às 11h30, sem potencial de impacto nos negócios.

 

Para os próximos dias, a safra de balanços deve continuar atraindo as atenções. Ainda nesta semana, saem os resultados da Intel e do JPMorgan, por exemplo.

 

Na Europa, o endividamento público segue como uma das preocupações, especialmente na Grécia. Falta confiança nos números do governo e a imprensa local já diz que o déficit pode ter chegado a 14,5% do PIB em 2009. Para o ING, a dívida grega faz os investidores embutirem um desconto para o euro, que poderia estar entre US$ 1,48 e US$ 1,50 sem esse problema.

 

Às 7h55 (horário de Brasília), a moeda europeia era cotada a US$ 1,4491, em alta de 0,05%. A libra subia 0,30%, para US$ 1,61375, enquanto o dólar valia 91,82 ienes (-0,41%).

 

No mesmo horário (acima), as bolsas de Londres (-0,38%), Paris (-0,56%) e Frankfurt (-0,67%) recuavam, assim como o petróleo, a US$ 81,87, perda de 0,79%, no pregão eletrônico da Nymex.

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