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'Decepção com previdência nos fará deixar investimentos', diz gestora com US$ 300 bi em ativos

Vice-presidente da Neuberger Berman acredita que o governo não precisa aprovar um texto com economia fiscal de R$ 1 trilhão em 10 anos

Altamiro Silva Junior e Barbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

03 de abril de 2019 | 16h48

A decepção com a reforma da Previdência, seja se o texto não for aprovado ou se a proposta for muito desidratada no Congresso e a economia fiscal ficar baixa, nos fará vender ativos brasileiros, disse nesta quarta-feira Marco Spinar, vice-presidente da gestora americana Neuberger Berman, com US$ 300 bilhões em ativos.

Spinar afirmou que o governo não precisa, para manter os mercados animados com o Brasil, conseguir aprovar um texto com economia fiscal de R$ 1 trilhão em 10 anos, como previsto na proposta original. O ideal, disse ele, seria que a reforma tivesse economia fiscal ao redor de R$ 700 bilhões em 10 anos.

Uma desidratação maior, que reduzisse essa poupança para menos de R$ 500 bilhões, seria visto como uma decepção. "Se houver decepções, eu ficaria muito preocupado", disse durante em evento do Bradesco BBI. O fracasso na reforma da Previdência deve enfraquecer as perspectivas para outras reformas, disse ele, ressaltando que pessoas envolvidas com estas medidas deixariam o governo.

No início do ano, Spinar disse que ficou preocupado com o elevado entusiasmo dos investidores brasileiros sobre as perspectivas para as reformas, especialmente a da Previdência. Naquele momento, a gestora resolveu reduzir um pouco a exposição ao Brasil e ele disse que hoje está "ligeiramente" acima da média do mercado em Brasil ("overweight").

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