Decidido: aumento do telefone será em duas vezes

O governo e as concessionárias de telefonia fixa fecharam um acordo hoje pelo qual o reajuste das tarifas será aplicado em duas parcelas iguais, em setembro e novembro deste ano. A diferença de porcentuais entre a correção pelo IPCA e pelo IGP-DI não ultrapassará a 8,7%, que deverão ser somados ao reajuste de 2004, de 6,89%, concedido em junho pela Anatel.O reajuste extra se refere ao aumento das tarifas do ano passado, que seria em média de 25%, mas que caiu para cerca de 14% porque uma liminar da Justiça determinou que o reajuste fosse feito pelo IPCA, em vez do IGP-DI, índice previsto nos contratos de concessão. Pelos cálculos das empresas, essa diferença seria de 10,78%. Mas, nas negociações, chegou-se a um acordo de 8,7%, que se refere ao valor médio da cesta de serviços da telefonia fixa, que considera a habilitação, assinatura básica e os pulsos. "As empresas tiveram a compreensão do momento e aceitaram a negociação", relatou ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, após o encontro com representantes da Telefônica, da Telemar, Brasil Telecom, Embratel, CTBC e Sercomtel. A Anatel, segundo o ministro, fará os cálculos e definirá o porcentual final do reajuste.O ministro disse que a negociação foi feita respeitando os contratos de concessão. "Fizemos uma negociação política, dentro daquilo a que elas tinham direito", afirmou. Segundo Eunício, os investidores podem ficar tranqüilos, porque o atual governo "não faz bravata" e executa aquilo que foi negociado. Ele destacou a importância de, em 2006, as tarifas passarem a ser reajustados com base num índice setorial, que revela melhor os custos das empresas.Os empresários que participaram da reunião não deram entrevista, mas o ministro disse que as operadoras de telefonia fixa alegaram que sofrerão, cada uma delas, uma perda estimada de receita de R$ 270 milhões com o acordo. Segundo Eunício, "a contrapartida para as empresas foi a preservação do boa relação com o governo e a preservação do consumidor".

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