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Décima oitava invasão de Belo Monte preocupa governo

Índios ocupam canteiro de obras da hidrelétrica desde segunda-feira e exigem presença de ministro Gilberto Carvalho

29 de maio de 2013 | 13h59

 BRASÍLIA - A ocupação do canteiro principal das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte por indígenas da região de Volta Grande do Xingu é um "prejuízo para o País e todos o contribuintes", afirmou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, um dos auxiliares mais próximos da presidente Dilma Rousseff.

Cerca de 170 índios de várias etnias voltaram a ocupar desde a madrugada de segunda-feira, 27, um dos canteiros da usina hidrelétrica Belo Monte em Altamira do Pará, o Sítio Belo Monte. Quatro mil trabalhadores estão parados por causa da sexta ocupação da barragem desde o início do ano e a 18ª desde quando começaram os trabalhos no canteiro de obras, em junho de 2011.

"A questão de Belo Monte é uma das preocupações maiores nossas nesse momento, porque a gente tem muito respeito pelo povo indígena e seus direitos", disse o ministro. "Eles sobem lá para Belo Monte e fazem essa ocupação da obra. Nós não podemos permitir que a obra pare, esperamos superar esse obstáculo pelo diálogo", acrescentou.

A coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia Melo, disse que a pauta de reivindicações os índios continua a mesma. Eles querem a presença do ministro Gilberto Carvalho no local, além de consulta prévia, prevista na Constituição e na Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para a construção da hidrelétrica.

"Acabei de assinar outra carta, para ter conversa e fazer diálogo que é necessário, democrático, eles têm direito a esse diálogo, agora o que não pode é interceptar, impedir o trabalho, é prejuízo para o País e todos os contribuintes. É um prejuízo para a nossa infraestrutura hidrelétrica", comentou Carvalho.

"Dentro do diálogo da democracia, aceitamos manifestações, mas não podemos permitir que o uso da força impeça a continuidade de uma obra. Espero que ao longo do dia de hoje prevaleça o bom senso", comentou.

O ministro afirmou esperar que não seja preciso fazer uso da força para a desocupação do canteiro. "Agora chega um momento em que a lei tem de prevalecer. Os índios são cidadãos, e eles como nós precisam cumprir a lei", afirmou.

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