Decisão comercial da Indonésia foi emocional, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, considerou que a decisão da Indonésia de suspender a importação de farelo de soja, máquinas, equipamentos e medicamentos do Brasil, junto com a carne bovina, foi uma "reação emocional inicial" à identificação de casos de febre aftosa no Mato Grosso do Sul. Segundo ele, a decisão não tem embasamento nas regras internacionais.Para Furlan, decisões como essa acontecem pela dificuldade que países como a Indonésia têm de receber informações por causa da distância do Brasil. Ele disse esperar, no entanto, que todas as questões que preocupam o governo daquele país sejam esclarecidas.O ministro considera, no entanto, que um recurso à Organização Mundial do Comércio (OMC)contra a decisão indonésia só aconteceria num estágio mais adiantado das negociações com aquele país, caso elas se revelem infrutíferas. Neste momento, disse ele, o importante é que o Brasil forneça informações e demonstre que esse tipo de barreira comercial não tem justificativa.EmbargoFurlan disse ainda que o embargo de mais de 40 países às importações de carne brasileira não terá impacto a curto prazo na balança comercial. Segundo ele, soluções técnicas estão sendo analisadas. Ele lembrou que o governo tem conseguido manter o controle de todas as suspeitas de focos de febre aftosa, inclusive fora do Mato Grosso do Sul. Para o ministro do Desenvolvimento, é preciso adotar medidas no campo político para evitar que países tomem decisões "apressadas e desinformadas" que criem obstáculo às exportações brasileiras. Ele afirmou que o Brasil já garantiu um bom estado sanitário ao longo dos últimos dez anos. "Esse é um ativo que o Brasil tem e que a gente espera que posa ser conservado", disse Furlan.

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