Decisão da ANP provoca crise na CPI dos combustíveis

Portaria da Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizando a empresa Distribuidora Golfo Petróleo para ser formuladora de combustível criou uma crise na CPI dos Combustíveis, na Câmara. A Comissão suspendeu as audiências públicas e convocou, para a próxima semana, o diretor-geral da ANP, embaixador Sebastião do Rêgo Barros, para explicar a autorização, publicada no Diário Oficial da última segunda-feira, dia 1º de setembro. O deputado Luciano Zica (PT-SP), integrante da Comissão, afirmou que a Golfo Petróleo é a maior adulteradora de combustíveis do País. "Essa empresa adquire solvente de borracha e álcool clandestinamente e vende como gasolina", afirmou. "Temos provas disso". Os integrantes da CPI ameaçaram renunciar e acabar com a comissão, por achar absurda a atitude da ANP, mas foram demovidos da idéia, em reunião, encerrada no início da tarde de hoje, com o presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). O presidente da Comissão, Carlos Santana (PT-RJ), disse que João Paulo encaminhará uma carta a Rêgo Barros, retratando a indignação da CPI com a atitude da ANP. "O órgão máximo deu um salvo-conduto à empresa", disse Carlos Santana. A comissão iria ouvir, hoje, um representante da Golfo Petróleo. Segundo Zica, com a autorização concedida pela ANP àquela empresa, ela agora poderá comprar legalmente o solvente para fazer gasolina. "Isso é um crime", revoltou-se. "O embaixador foi irresponsável".

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