Andre Dusek/Estadão
Andre Dusek/Estadão

Decisão da Fitch gera 'guerra de notas' entre Fazenda e Planejamento

Rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Fitch colocou novamente em evidência a disputa que existe entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2015 | 23h34

BRASÍLIA - Pela segunda vez consecutiva, a decisão de uma agência de risco de rebaixar a nota de crédito do Brasil colocou em evidência a disputa que existe entre o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.

Assim que o Palácio do Planalto soube do rebaixamento pela Fitch, esperou um pronunciamento oficial do Ministério da Fazenda sobre o assunto. A pasta, porém, não produziu nenhuma nota sobre o assunto. Levy também evitou comentar a questão durante o dia.

A ausência de resposta da Fazenda fez com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República emitisse um comunicado sobre o assunto. O texto distribuído foi produzido pelo Planejamento.

Menos de duas horas depois, o ministério comandado por Levy decidiu, enfim, emitir uma nota própria pelo assunto.

Enquanto o texto produzido pela equipe de Barbosa era genérico e falava apenas que o governo estava tomando tomas as medidas para retomar o crescimento, a de Levy voltava a se comprometer com a meta do superávit primário de 0,7% do PIB, uma questão considerada crucial pelo ministro da Fazenda.

No mês passado, quando a Standard & Poor's retirou o grau de investimento do País uma situação parecida aconteceu. Primeiro uma nota oficial foi enviada pela Secretaria de Comunicação e, em seguida, houve uma da Fazenda. Levy, que havia passado o dia em silêncio, também decidiu, de última hora, dar uma entrevista ao vivo para o Jornal da Globo sobre o assunto.

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