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Decisão da GM tem conotação política, acusa governo russo

Bases legais da desistência da negociação da Opel serão examinadas pela Magna e pelo banco Sberbank

Marcílio Souza, da Agência Estado,

04 de novembro de 2009 | 14h24

A fabricante de autopeças canadense Magna International e o banco estatal russo Sberbank vão examinar as bases legais da desistência da General Motors de vender as marcas Opel e Vauxhall ao consórcio formado pelas duas empresas, disse Dmitry Peskov, porta-voz do primeiro-ministro russo Vladimir Putin. Segundo Peskov, a decisão foi recebida pela Rússia com "genuína surpresa".

 

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Oleg Morozov, um dos líderes na Câmara de Deputados do partido Rússia Unida, o mesmo do presidente Vladimir Putin, disse que a motivação da decisão da GM, "é muito simples: manter a Opel dentro da zona de influência política e econômica das empresas e dos políticos norte-americanos". Nos bastidores, representantes do governo russo falam que o fracasso do acordo pode ter repercussões sobre as operações da GM na Rússia, já que montadoras de outros países poderiam ser favorecidas em negócios com o governo, que tem tentado modernizar o setor automotivo, disse a Interfax.

 

A segunda maior montadora russa, OAO Gaz, era parceira industrial do consórcio encabeçado pela Magna. O controlador da GAZ, o bilionário Oleg Deripaska, disse que a transação estava envolvida em "superstições do Departamento de Estado dos EUA". O empresário teve seu pedido de visto para visitar os EUA negado pelo Departamento de Estado, embora tenha ido ao país recentemente em cooperação com o FBI e se reunido com executivos de Detroit. As informações são da Dow Jones.

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