Paulo Vitor/AE
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Decisão da Justiça é que plano único seja levado à assembleia de credores, diz Oi

Ao todo, sete empresas do grupo da operadora de telecomunicações estão em processo de recuperação judicial

Mariana Durão e Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 21h01

RIO DE JANEIRO – A Oi divulgou nota nesta sexta-feira, 22, em que afirma que a decisão da 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em um processo movido por credores estrangeiros da operadora de telecomunicações determina que um plano único de recuperação judicial seja levado à Assembleia de Credores, marcada para o dia 9 de outubro, e que a apuração dos votos seja feita por empresa. Ao todo, sete empresas do grupo Oi estão em processo de recuperação.

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"A Oi esclarece que a decisão ratifica o posicionamento defendido pela companhia desde o início do processo de recuperação judicial de que o plano único é o mais adequado neste caso, pelo fato de as operações da companhia serem totalmente integradas, não havendo, portanto, motivo para que seja apresentado um plano para cada uma das empresas recuperandas", diz a a operadora.

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O desembargador Cezar Augusto Rodrigues determinou que a empresa entregue até o próximo dia 28, dez dias antes da assembleia, a lista de credores segregada por cada uma das sete empresas do grupo em recuperação judicial, além de informações completas e atualizadas a respeito dos ativos e passivos de cada uma delas.

Na decisão, ele determina ainda que "por questão de ordem, seja colocada em votação de forma separada para cada sociedade do grupo a proposta de consolidação substancial da recuperação judicial do grupo econômico e, portanto, de apresentação de plano unitário".

Conversas. Em resposta a ofício enviado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Oi afirma que mantém conversas preliminares com a australiana TPG e a China Telecom para aporte de novos recursos, no contexto da recuperação judicial.

No entanto, a operadora de telecomunicações afirma que até esta data não recebeu qualquer proposta concreta de qualquer uma das companhias.

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