Andre Dusek/Estadão
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Decisão da Moody's indica quais prioridades o governo deve ter, diz Joaquim Levy

Para ministro da Fazenda, rebaixamento mostra que o País precisa ter foco em manter a qualidade da dívida; Cunha diz que governo tem de fazer a sua parte

Rachel Gamarski e Victor Martins, O Estado de S. Paulo

11 de agosto de 2015 | 17h58

BRASÍLIA – Após o rebaixamento do rating do Brasil para Baa3 pela agência de classificação de risco Moody’s, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a decisão da agência é uma indicação das prioridades que o governo deve ter para manter a qualidade da dívida pública. 

“A declaração da Moody’s explica exatamente os ponto que ela achou relevante, é uma declaração bastante detalhada, transparente e que eu acho que dá indicação das prioridades que a gente tem que ter em relação a manter a qualidade da nossa dívida pública”, disse ao deixar o Ministério da Fazenda depois de uma reunião com banqueiros.

O ministério da Fazenda informou que publicará uma nota sobre o rebaixamento, mas não informou horário para a divulgação.

Nem um mês depois da nota de crédito do Brasil ser revisada pela Standard & Poor's, agora foi a vez da Moody's rever a perspectiva do País. A agência de classificação de risco Moody's decidiu rebaixar a nota de risco de crédito do Brasil. O rating passou de Baa2 para Baa3, nota que ainda coloca o País na lista dos bons pagadores, aqueles que possuem o chamado grau de investimento. 

A perspectiva para as próximas revisões passou para estável. Antes, ela estava negativa. Apesar do rebaixamento da nota, a leitura inicial do mercado foi positiva, visto que a tendência agora é de o rating permanecer no mesmo patamar nas próximas revisões.

Oposição. O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que o rebaixamento do rating do Brasil "mostra que o governo tem de fazer sua parte na economia". Em um rápido comentário sobre o assunto antes de seguir ao Plenário, Cunha afirmou também que a decisão "é uma sinalização negativa, mas ainda não é problema de gravidade (que seria o) rebaixamento de grau de investimento", afirmou. "É um sinal negativo que tem de ser levado em consideração", concluiu. (Com informações de Gustavo Porto)

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