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Decisão de bancos contradiz presidente da Febraban

Ainda é difícil avaliar, na prática, a extensão das reduções das taxas de juros por parte dos bancos privados. É preciso cumprir muitos requisitos para ter acesso às linhas de crédito mais baratas. Mas já é possível extrair uma certeza da "briga" entre governo e instituições privadas: o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, sai enfraquecido.

O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2012 | 03h03

Ao deixar a reunião com integrantes do governo em Brasília, terça-feira passada, Portugal foi taxativo: "A bola agora está com a Fazenda. Cabe a eles definir que medidas vão ser adotadas."

Ficou subentendido que, nas condições atuais de mercado, os bancos privados não tinham como reduzir suas taxas. Se quisesse mesmo juros menores, o governo teria de atender a pelo menos algumas das cerca de 20 reivindicações apresentadas pela Febraban no encontro.

Ao baixar as taxas sem que o governo tenha feito nada, os bancos privados desautorizaram Portugal. Já se sabe que as declarações do executivo - o primeiro a dirigir a entidade de forma profissional - surpreenderam até mesmo os banqueiros. Resta saber se, apesar dessa surpresa, eles manterão o apoio ao ex-número 3 do FMI. / LEANDRO MODÉ

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