Mike Segar/Reuters
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Decisão do BC argentino vai ajudar o peso, diz Moody's

Para a agência de classificação de risco, elevação da taxa básica de juros de 40% para 45% 'dará suporte' à moeda argentina

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2018 | 14h33

A agência de classificação de risco Moody's afirmou nesta terça-feira, 14, que a decisão do Banco Central da República da Argentina (BCRA) de elevar a taxa básica de juros de 40% para 45% "dará suporte ao peso, mas irá atrasar a recuperação da atual recessão".

A agência espera que a economia argentina se contraia este ano e registre apenas um "crescimento modesto" em 2019.

De acordo com a Moody's, embora o governo do presidente Maurício Macri esteja "bem posicionado" para cumprir as metas fiscais deste ano, um crescimento menor e a alta taxa de juros "dificultarão os esforços de consolidação fiscal das autoridades argentinas em 2019". Segundo a agência, isso é um fator negativo que pesa sobre a capacidade de endividamento do país. 

Pacote de medidas

O BCRA anunciou um pacote após o dólar se aproximar dos 31 pesos na segunda, 13, e depois de uma reunião entre a equipe econômica e uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Debilitado pela fuga de capital de países emergentes diante da elevação nos juros nos Estados Unidos, a Argentina fechou um empréstimo de US$ 50 bilhões com o fundo em junho. A crise ma Turquia acentua esse movimento.

Além da alta de juros, que não devem ser alterados até outubro, o BC argentino anunciou ainda um leilão de US$ 500 milhões.

A autoridade monetária também pretende retirar do mercado, gradativamente, seus títulos de curto prazo, chamados Lebacs, até o fim deste ano. A intenção é substituí-los por papéis em dólares e com prazo maior, de um ano. As Lebacs são comercializadas em peso e mais da metade delas têm vencimento mensal. / COM LUCIANA DYNIEWICZ

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