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Decisão do BC não é intervenção no câmbio, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, disse hoje que a decisão do Banco Central de mudar a rolagem da dívida em dólar não muda "a decisão já anunciada de não fazer intervenção no câmbio". Segundo o ministro, o BC fez hoje um movimento de não rolar todos os títulos cambiais. "Isso, o BC já vinha fazendo e continuará fazendo", afirmou. O ministro disse não acreditar que "uma rolagem maior ou menor de títulos vá fazer uma modificação substancial no câmbio". Apesar da declaração, o dólar subiu hoje 3,77%, para R$ 3,025De acordo com Palocci, não há meta para rolagem porque ela depende das condições macroeconômicas. Para ele, nem sempre é necessário proteção cambial e o ideal é que haja proteção privada. "Evidentemente, quando for necessário, o Banco Central não deixará de fazê-lo (ofercer proteção ao mercado)", afirmou. Cavalo de pauO ministro da Fazenda disse que o Brasil fez "um ajuste severo", ao comentar a declaração do ministro da Casa Civil, José Dirceu, na sexta-feira, de que o governo deu um "cavalo-de-pau" na economia. "Não sei se fizemos um cavalo-de-pau, mas foi um ajuste severo", disse.Ele atribuiu a expressão de Dirceu ao fato de que nos últimos anos o superávit primário do governo foi alcançado com aumento da carga tributária. E este ano a meta de superávit foi aumentada para 4,25% do PIB sem aumento dos impostos e com corte de R$ 14,1 bilhões no orçamento. "Foi um ajuste severo porque o Brasil necessita disso", afirmou. Para o ministro, o ajuste está dando bom resultado. "Não tenho nenhuma dúvida de que funcionou e continua", afirmou, sem dizer até quando este ajuste severo irá continuar. O ministro afirmou que um dos resultados do esforço fiscal é que o superávit primário para o ano já estaria garantido em 12 meses, o que permitiu uma revisão de receita superior a R$ 5 bilhões, dos quais R$ 1,1 bilhão irão para programas sociais.ReformasO ministro da Fazenda disse que "em questões complexas como a reforma tributária, ou se dá um passo após outro passo, ou nenhum passo será dado como nos últimos dez anos". De acordo com ele, é por essa razão que pontos importantes não estão tratados neste projeto de reforma tributária, como a questão da cobrança do ICMS na origem ou no destino. Segundo o ministro, questões que não entraram agora "são importantes e terão o seu momento".O ministro enfatizou também a importância da reforma da Previdência, lembrando que "não se pode garantir um direito se as contas não indicam a sua sustentabilidade".Em discurso na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro lembrou que no final do ano passado o País vivia uma situação que projetava inflação superior a 35% para 2003. Palocci afirmou que nenhum país registra crescimento sustentado com inflação elevada.De acordo com ele, os altos juros e prêmios de risco que o governo paga hoje na dívida resultam de erros cometidos no passado. De acordo com Palocci, o Brasil já fez diversas experiências como tabelamento de preços e controle de câmbio, mas resultaram em problemas.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 17h47

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