Decisão do Copom dá esperanças de redução de taxa

Se não chegou a entusiasmar, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter os juros em 19,75% pelos menos reavivou esperanças na retomada do processo de redução da taxa. "Pelo menos interrompe uma trajetória longa, de nove meses, de elevação contínua da taxa de juros", comentou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE)."O movimento já se dá tardiamente e impôs um custo desnecessário ao conjunto da sociedade brasileira". Ele afirmou esperar que esse movimento do Copom "inaugure um novo momento de afrouxamento e atenuação dos efeitos da política monetária".Na mesma linha, o líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), disse que a decisão do Copom foi acertada. "Eu acho que a inflação cedeu, e nós vamos iniciar uma mudança para retomada das condições para a redução progressiva, lenta e segura das taxas de juros", afirmou.O líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), comentou que a taxa decidida pelo Copom "foi boa, mas poderia ter sido melhor" . Ele acrescentou que e se a taxa tivesse sido reduzida em 0,25%, isso "não afugentaria capital" e "sinalizaria otimismo".O líder do PFL no Senado, senador José Agripino (RN), apenas expressou seu alívio. "Antes tarde do que nunca. Finalmente, o governo acordou. Foi preciso que se esboçasse uma crise política para que o governo baixasse as taxas".

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