Decisão do Copom desagrada base do governo e da oposição

A manutenção da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 19,75% ao ano desagradou parlamentares da base governista e da oposição. Para o deputado Arnaldo faria de Sá (PTB-SP), o Copom ficou "com medo" de ser acusado de tomar uma medida política se baixasse a Selic, mas essa cautela, segundo ele, é péssima para o País.O fato é que governo e oposição concordam que a decisão do Copom foi numa atitude "preventiva" contra uma eventual repercussão negativa da crise política sobre a economia, mas a opinião dominante é que essa cautela é desnecessária porque a inflação está em queda há mais de três meses."O Copom é um dos exemplos de que a marcha desse governo é a insensatez de uma política econômica que é um desastre para o Brasil, que só cresceu mais do que o Haiti, na América Latina", disse o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE).Também o líder do PSB na Câmara, deputado Renato Casagrande (ES), declarou-se decepcionado não só como aliado ao governo, mas também como cidadão que quer ver o País crescer. "É uma pena. Fico mais uma vez decepcionado porque com essa postura o Copom só atende aos interesses do sistema financeiro", afirmou.De volta ao Congresso, o ex-coordenador político do governo, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi econômico no comentário. "A taxa congelou?", indagou Rebelo, em referência ao fato de que a Selic está inalterada desde maio. "Mas podia ser pior", acrescentou.

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