Decisão do Copom é "tímida", mas favorável, defende indústria

O diretor do departamento de economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Boris Tabacof, disse manter a esperança de que o País tenha uma taxa real de juros "civilizada" até o final do ano. Ao comentar o corte de 0,75 ponto porcentual na Selic, a taxa básica de juros da economia, o empresário ponderou que a decisão é "tímida", mas amplia a convicção de um cenário favorável ao investimento e aos negócios, principalmente no segundo semestre de 2006, o que é considerado importante para definir de que maneira o País caminhará em 2007.Tabacof disse que vai torcer para que o Copom continue baixando os juros para que o País cresça acima de 3,5% ou 4,0%, sem pressão inflacionária."O Ciesp vê com tranqüilidade o cumprimento da meta de inflação neste ano, uma vez que não há fatores que apontem para pressões sobre os preços livres e monitorados. No entanto, o alto nível da taxa de juros continua a pressionar fortemente o resultado fiscal e a posição indesejável da taxa de câmbio, que não só reduz a competitividade nos mercados mundiais, mas estimula a substituição de produtos nacionais por importados", afirma nota da entidade.Já o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, afirmou, em nota, que a sua expectativa sobre a decisão do Copom era de que o corte fosse acima de um ponto porcentual. "Há espaço para um corte maior ainda. Eu reduziria em 1,5 ponto porcentual, mas o Banco Central vem se mostrando mais uma vez extremamente conservador", afirmou ele.

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