Decisão do Copom foi sensata e coerente, avalia Sinduscon

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo, Arthur Quaresma, classificou a decisão tomada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, de 24,5% ao ano para 22% ao ano, como sensata e coerente. Para ele, a queda tem uma representatividade "importantíssima" para o setor produtivo do País, que aguarda uma taxa de juro real baixa para impulsionar investimentos. "Não podemos esquecer que, ainda assim, a Selic está mais alta do que na mesma época do ano passado", afirmou ele, ao lembrar que neste mesmo mês em 2002 a taxa Selic estava em 18% ao ano. Apesar de não querer se comprometer com previsões, Quaresma afirmou que é possível chegar ao mesmo patamar do ano passado até dezembro. "Se em dois encontros o Copom reduziu a Selic em quatro pontos porcentuais, porque não pode continuar no mesmo ritmo até o fim do ano?", questionou. De acordo com Quaresma, um dos maiores entraves à atividade de construção neste ano tem sido a dificuldade na tomada de crédito, justamente por causa dos juros altos. Os sinais macroeconômicos, como inflação contida, queda no risco País e dólar estável, mostram que reduzir os juros não é mais um benefício e sim uma necessidade. "Se isso não continuar a ser feito, o País ficará parado e esses indicadores voltam todos a pesar negativamente", disse o presidente do Sinduscon.

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