Decisão do Copom não modifica política econômica, diz Lula

Segundo presidente, autonomia dada ao Banco Central para decidir juros vem funcionando até o momento

Leonencio Nossa, do Estadão,

18 de outubro de 2007 | 14h58

O presidente Luiz Inácio Lula avaliou, nesta quinta-feira, 18, em entrevista em Angola, que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), de não decretar nova redução da taxa básica de juros, a Selic, "não modifica em nada" a política do governo na área econômica.   "Há muito tempo, o governo vem trabalhando para que o Banco Central tenha a autonomia necessária, e as coisas deram certo até agora. O fato de o Banco Central achar que não é o momento de reduzir (a alíquota da Selic) em 0,25 (ponto porcentual) não modifica em nada", disse.   A uma pergunta se tinha ficado decepcionado com a decisão do Copom, Lula respondeu: "Não é que eu não gostei muito. Eu disse em uma entrevista que, se o Meirelles (Henrique Meirelles, presidente do BC) cortar ou não cortar, ele dá a explicação para a sociedade brasileira", explicou, referindo-se à divulgação periódica da Ata do Copom com as justificativas para suas decisões.   O presidente acrescentou que a taxa pode ser reduzida ou em um mês ou em outro. "O que não vamos abdicar, em nenhum momento, é de uma política séria de controle da inflação. Eu sei que, quando a inflação volta, quem paga o pato é a parte que mais precisa."   A uma pergunta se o governo poderia rever a estimativa de crescimento da economia, Lula disse que quer um crescimento de mais de 5%. "É o 'mínimus minimórum' (o mínimo do mínimo) que o Brasil pode crescer", afirmou.   O presidente discordou da previsão do mercado de que o processo de queda da Selic teria sido interrompido. "Quem está falando nem sempre acerta na previsão. Há uma diferença enorme entre o comentário de uma pessoa e o que o que acontece na política real", afirmou.

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