Decisão do Copom unifica rendimento da poupança

A caderneta de poupança voltará a render 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR) para todos os depósitos a partir desta quinta-feira, 29, com a decisão do Banco Central de elevar a taxa básica de juros de 8,5% para 9% ao ano.

EDUARDO CUCOLO E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

28 de agosto de 2013 | 20h29

O governo alterou as regras da poupança no ano passado. Depósitos feitos até 3 de maio permanecem com a remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR. Aplicações feitas a partir de 4 de maio seguem a nova metodologia de cálculo: 70% da taxa Selic mais TR, quando a taxa básica for igual ou inferior a 8,5% ao ano; ou 0,5% ao mês mais TR, quando a Selic superar o patamar.

Como a nova mudança nos juros passa a valer nesta quinta, as poupanças com aniversário a partir desta data terão um rendimento maior. Com os juros em 8,50% ao ano, os depósitos que seguem a nova regra rendiam até esta quarta-feira, 28, 0,4828% ao mês mais TR.

Outro fator que vem favorecendo a poupança é a TR, que ficou zerada entre 7 de agosto do ano passado e 19 de junho deste ano. O índice é calculado diariamente pelo BC com base na taxa média dos CDBs prefixados, de 30 a 35 dias, oferecidos pelos 30 maiores bancos.

Simulação

A poupança vai continuar ganhando de vários fundos de renda fixa, apesar destes também serem beneficiados pela alta da taxa básica de juros, de acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). Os fundos perdem para a poupança nas aplicações de até seis meses, que são tributadas com a alíquota mais alta do IR (22,5%).

Para investimento acima de seis meses e até dois anos, o fundo precisa ter taxa de até 0,50% ao ano para render mais que a caderneta. Se a taxa de administração for de até 1%, é preciso deixar a aplicação no fundo por mais de dois anos para ter a mesma vantagem, calcula a entidade. Em relação aos CDBs, o investidor deve exigir uma taxa de cerca de 85% do CDI para atingir o mesmo ganho da poupança, segundo a Anefac.

Captação

A caderneta de poupança registrou captação líquida positiva de R$ 9,3 bilhões em julho, segundo o BC. O número é a diferença entre saques e depósitos e representa um recorde para o mês na série histórica iniciada em 1995.

No acumulado do ano até julho, os depósitos na caderneta de poupança superaram os saques em R$ 37,6 bilhões. O volume de janeiro a julho também é o maior da série histórica do BC. Até então, o saldo mais robusto dos primeiros sete meses do ano havia sido em 2012, com um total de R$ 23,7 bilhões.

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