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Decisão do governo boliviano surpreendeu Lula, diz Rondeau

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, disse nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi surpreendido pela decisão do governo boliviano de tomar o controle das refinarias das empresas estrangeiras instaladas no país, como a Petrobras. Mesmo assim, o ministro afirmou que Lula "reagiu de forma muito firme" à resolução. "O presidente reagiu, porque o assunto surpreendeu. Sinto uma postura firme do presidente de que as coisas não podem ser desse jeito", afirmou Rondeau. Segundo ele, o governo foi surpreendido porque todo o clima em torno das negociações com os bolivianos, na últimas semanas, estava sendo construído na base do entendimento. Ele lembrou que depois de meses de negociações paralisadas, o vice-presidente da Bolívia, Álvaro Garcia Linera, esteve no Brasil no mês passado, com a intenção de retomar o diálogo. Pouco depois da visita do vice-presidente, o próprio ministro de Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, telefonou a Rondeau pedindo para marcar uma reunião. Inicialmente, o boliviano havia sugerido a data de 7 de setembro. Mas devido ao feriado nacional, o governo reagendou o encontro para esta sexta-feira. Porém, após a publicação da resolução na última terça-feira, o ministro decidiu cancelar o agendamento. "Minha não ida é uma reação política", disse.Segundo Rondeau, a decisão boliviana tomada às vésperas do encontro com a missão brasileira "introduz um elemento novo, que precisa ser aprofundado pela Petrobras e pelo governo boliviano. Ele disse que conversou nesta quinta, por telefone, com o ministro boliviano de Hidrocarbonetos, Andrés Soliz Rada, e propôs uma nova reunião no dia 9 de outubro, a fim de dar tempo para que as autoridades brasileiras analisem a resolução. Rondeau disse que não há uma confirmação, por parte do governo boliviano, sobre a nova data. O ministro classificou a decisão boliviana como uma medida unilateral, apesar de afirmar que o Brasil respeita a posição do país vizinho. Ele disse que a reunião que seria realizada nesta sexta representaria uma retomada das conversas com La Paz, que estavam paralisadas pelo menos desde junho passado. De acordo com Rondeau, o cancelamento da reunião foi discutido por toda a cúpula do governo, incluindo a Presidência da República e o Itamaraty. Para demonstrar o quanto a decisão surpreendeu o governo, Rondeau disse que só soube da resolução por meio da imprensa. "Se o relacionamento não melhorar, não é por culpa do Brasil. Temos limites que temos de defender", afirmou o ministro.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 14h33

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