JF Diório/Estadão
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Decisão sinaliza que BC não quer expectativa longe de 6,5% em 2016, diz Gustavo Loyola

Ex-presidente do Banco Central afirma que a autoridade acertou em não elevar o juro neste encontro dado o nível de recessão do País

Ricardo Leopoldo, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 21h40

SÃO PAULO - A decisão do Copom de impor um viés de alta nos juros, com a posição de dois diretores a favor da alta da Selic em 0,50 ponto porcentual, sinaliza que o BC não quer as expectativas de inflação longe do teto da meta de 6,5% em 2016, comentou ao Broadcast - serviço de informações em tempo real da Agência Estado - Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central.

"E na medida em que as projeções para o IPCA se desgarrem dos 6,5% tornará mais difícil o trabalho da autoridade monetária de levar a inflação a convergir ao objetivo de 4,5% em 2017", destacou. O Copom manteve a Selic em 14,25% ao ano nesta noite, por seis votos favoráveis e dois que defenderam incremento para 14,75%. 

"O resultado da reunião do BC também dá sinais para dentro do governo: que a situação fiscal precisa ser corrigida, sob pena de pressionar o dólar e o IPCA", ponderou Loyola. "O Banco Central foi correto em não aumentar os juros hoje, pois poderia ser precipitado, dado o nível de recessão que o País enfrenta", comentou.

Na sua avaliação, o cenário-base é que o Copom manterá os juros estáveis em janeiro, contudo, o resultado dos votos indicou que há 20% de chances da Selic subir no primeiro encontro do colegiado do Banco Central em 2016. 

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