bolsa

E-Investidor: Itaúsa, Petrobras e Via Varejo são as ações queridinhas do brasileiro

Decisão sobre a Selic não foi unânime

O Comitê de Política Monetária (Copom) acaba de divulgar que decidiu manter inalterada a taxa Selic em 18,50% ao ano, sem viés. Ao contrário do mercado, porém, que era quase unânime na expectativa de manutenção do juro, o Copom se revelou dividido, com cinco votos a três pela estabilidade da taxa. Apesar de o mercado estar com apostas concentradas na estabilidade da Selic, alguns analistas vinham admitindo, no entanto, que havia justificativas tanto para a manutenção quanto para o corte, o que deve ter se refletido no placar do Comitê.De acordo com o comunicado, feito há pouco pela assessoria de imprensa do Banco Central, "embora existam sinais de que os preços livres estejam convergindo para a trajetória desejada, o balanço dos riscos ainda não permite uma redução dos juros." A decisão veio ao encontro da aposta dos operadores que, desta vez, estava afinada com a dos economistas - embora não tenha sido consensual entre os integrantes do comitê. Segundo pesquisa realizada pela Agência Estado junto a 23 instituições financeiras, 22 esperavam a manutenção dos juros. Por isso, dizem profissionais, não deve haver grande reação por parte do mercado financeiro.Há pouco, o dólar comercial estava sendo cotado a R$ 2,5180, em alta de 1,41% em relação ao fechamento de ontem. No mercado de juros, os contratos de DI futuro, com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 18,960% ao ano frente aos 18,850% ao ano negociados ontem. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) está em queda de 1,32%. O consenso em torno da idéia de manutenção se formou a partir de recentes declarações do presidente do Banco Central, Armínio Fraga, indicando que o fraco nível da atividade econômica não é o único elemento a ser considerado pelo Copom, já tinham esfriado as apostas de queda dos juros. Operadores acreditam, portanto, que a ata que explicará a decisão de hoje - que sai na quarta-feira que vem, às 13h30, - deve fazer referência à deterioração do risco Brasil, à alta do dólar e do preço do petróleo no mercado internacional. E, sobre inflação, deverá dizer que será necessário aguardar para que a trajetória declinante da inflação seja consolidada.Como não veio desta vez e as perspectivas para a inflação são bastante positivas, já há analistas acreditando que o esperado corte de juro aconteça na próxima reuniào. Quem sabe em intensidade maior, de 0,5 ponto. Mas o realinhamento da curva a essa idéia pode não vir tão cedo. "O mercado aguardará a ata do Copom, mas certamente precisará de sinais novos sobre inflação, câmbio e cenário político para se posicionar a favor do corte de juro", diz um operador.Corrida eleitoral e CPMFO mercado também aguarda a divulgação da pesquisa Vox Populi, marcada para o final desta tarde. Segundo rumores que circula no mercado, Serra apareceria isolado em segundo lugar, com 16% das intenções de votos, uma pequena folga em relação a Anthony Garotinho, com 13%. Lula continua disparado na frente, com 41% das preferências. No entanto, caso o resultado seja diferente, com Serra atrás de Garotinho ou Ciro Gomes, a reação do mercado financeiro será negativa.Outra definição importante prevista para esta quarta-feira e que pode melhorar o humor dos investidores é a escolha do nome do pré-candidato a vice que vai compor a chapa presidencial com José Serra. O PMDB prometeu anunciar esta tarde se vai optar pelo senador Pedro Simon ou pela deputada capixaba Rita Camata.A definição do vice seria um obstáculo a menos na candidatura tucana, que tem enfrentado sucessivos problemas até agora. A esperança do governo e do mercado, que torce pela vitória de Serra nas eleições, é que ele cresça nas próximas pesquisas que serão divulgadas com uma exposição maior na televisão. Ontem foi ao ar a primeira de uma série de cinco inserções nacionais do PSDB que serão veiculadas até 4 de junho. A possibilidade, que parece cada vez mais próxima, de o PFL apoiar o pré-candidato do governo está deixando o mercado menos apreensivo. Se confirmado o retorno dos pefelistas ao ninho tucano Serra será beneficiado com um tempo maior na propaganda eleitoral.O que também pode influenciar os negócios é a aprovação hoje da emenda que prorroga a CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Se a proposta for aprovada no Senado com emendas modificativas, terá de voltar para a Câmara, o que deve atrasar ainda mais a tramitação da Contribuição. A incerteza são os dois destaques feitos à PEC. Um dos destaques do PT pede o fim da isenção da CPMF na Bolsa e outro do senador Romero Jucá que pede a derrubada da noventena para o reinício da cobrança. Os dois destaques serão decididos no voto, em plenário.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.