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Decisão sobre dívida paulista afeta mercados

A decisão da prefeitura de São Paulo de não pagar a amortização de R$ 3 bilhões de sua dívida com a União em novembro chegou a ser interpretada inicialmente como um calote e os investidores reagiram de forma negativa. Mesmo depois de explicações do secretário de finanças do município, João Sayad, os mercados continuaram pessimistas.Às 14h37, o dólar comercial atingiu o patamar máximo do dia, cotado a R$ 3,6300 na ponta de venda dos negócios, em alta de 2,98%. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em baixa de 2,62%. Os contratos de DI futuro com vencimento em janeiro, negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), pagam taxas de 22,870% ao ano, frente a 22,630% ao ano. Os C-Bonds, principais títulos da dívida brasileira negociados no exterior, estão cotados 56,375 centavos por dólar, frente a 57,813 centavos por dólar. Ao longo da manhã, analistas do mercado esclareceram que a decisão da prefeitura não implicava calote, dado que o não pagamento era uma opção prevista em contrato. Em entrevista ao site Ae Financeiro, da Agência Estado, Sayad também afirmou que não se tratava de um calote. "Este é um direito de pagar antecipadamente os R$ 3 bilhões até esse mês, que não poderá ser exercido. É uma opção que podemos exercer ou não e há três anos já sabíamos que ele não poderia ser pago", afirmou o secretário.O dólar chegou a desacelerar a alta após os esclarecimentos de Sayad, mas voltou a subir com mais força após as 12h30. Alguns operadores ainda insistem que, mesmo não se tratando de um calote, a decisão da prefeitura de São Paulo, controlada pelo PT, põe em evidência o problema das dívidas dos estados e municípios, que o governo Lula certamente terá dificuldade em tratar a partir do ano que vem.A alta do dólar, contudo, também representa um movimento considerado natural, de reacomodação das cotações depois das quedas consecutivas registradas nas últimas semanas. Já havia uma expectativa de que a queda perderia força depois que o câmbio chegasse ao patamar de R$ 3,50, atraindo mais compradores, o que acaba pressionando para cima as cotações. Mercados internacionaisEm Nova York, o Dow Jones - Índice que mede a variação das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - opera com leve alta de 0,02%, e a Nasdaq - bolsa que negocia ações de empresas de alta tecnologia e informática em Nova York - cai 0,03%. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

Agencia Estado,

06 de novembro de 2002 | 15h09

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