Chandan Khanna / AFP
Chandan Khanna / AFP

Decisão sobre energia solar foi 'difícil', diz Bolsonaro

Taxação dessa fonte de energia contou com 'lobbies fortíssimos', segundo presidente;

Fabrício de Castro e Vinícius Valfré, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2020 | 16h47

BRASÍLIA | O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado, 18, durante evento da Aliança pelo Brasil, que o governo teve uma “decisão difícil” há duas semanas, relacionada à possível taxação da energia solar. “(Houve) lobbies fortíssimos para que houvesse a taxação desta fonte. A decisão foi tomada, mas também em conjunto com os presidentes da Câmara e do Senado”, afirmou.

No último dia 15, Bolsonaro confirmou que não haveria taxação da energia solar. Como havia revelado o Broadcast/Estadão, uma semana antes de ser desautorizado pelo presidente Bolsonaro, o Ministério da Economia elaborou um relatório afirmando que o subsídio para painéis solares terá impacto de aumento na conta de luz de todos os consumidores, em R$ 56 bilhões até 2035.

Ao tratar do setor energético no discurso de hoje, Bolsonaro também pontuou que, na semana passada, houve redução de 3% dos preços da gasolina e do óleo diesel nas refinarias. “Na ponta cai a metade do preço. A culpa cai em cima de mim. É fácil culpar alguém”, disse Bolsonaro.  

Bolsonaro defendeu ainda a posição de que a cobrança do ICMS ocorra apenas nas refinarias, e não chegue ao consumidor final. “Temos que fazer com que o ICMS seja cobrado no preço lá na refinaria, e não no preço final. No Rio de Janeiro, cada litro de gasolina é R$ 1,50 de ICMS e não baixa o preço. E não vai baixar o preço”, pontuou.

Para o presidente, a função do Estado é não atrapalhar a vida da população. “Temos que mudar uma cultura no Brasil. Somos ainda um País estatizante”, acrescentou.

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