"Decisão sobre fim de racionamento é técnica, não eleitoreira", diz Parente

O presidente da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), ministro Pedro Parente, disse que a decisão do fim do racionamento de energia é técnica, tomada com base em dados reais, e não eleitoreira. "Não faltará argumentação de que esta Câmara está oferecendo ao senhor uma decisão eleitoreira, mas essa é uma decisão técnica com base em dados reais", disse Parente, dirigindo-se ao presidente Fernando Henrique Cardoso, durante a reunião da GCE.O comentário de Parente foi feito durante a apresentação do presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Mário Santos, que disse que a previsão é de que os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste cheguem ao final do mês de fevereiro com 62,50% da capacidade máxima. Ele lembrou que no ano passado, ao final de fevereiro, os reservatórios dessas duas regiões estavam com apenas 33,33% de sua capacidade. Santos disse ainda que em 2000 o nível dos 60% foi atingido somente em maio e foi suficiente para que não houvesse racionamento naquele ano. Santos anunciou aos presentes que os reservatórios do Nordeste atingiram ontem o limite de segurança que permite o abastecimento de energia na região sem o uso da energia térmica emergencial.

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