Decisão sobre seguro desemprego sairá após monitoramento

Presidente do Codefat diz que o Conselho vai monitorar desemprego setor a setor antes de tomar decisão

Isabel Sobral, da Agência Estado,

17 de dezembro de 2008 | 17h01

A reunião do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) terminou nesta tarde sem uma decisão formal sobre a proposta de um programa emergencial de seguro ao trabalhador para o período de crise econômica. Segundo o presidente do Codefat, Luiz Fernando Emediato, ficou acertado que uma decisão sobre o seguro desemprego de emergência só será tomada após o resultado de um monitoramento de cada setor econômico que será feito a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.  Veja também:Momento é oportuno para rever leis trabalhistas, diz professorEnquete: você concorda com uma flexibilização das leis trabalhistas no País?  Presidente da Vale sugere flexibilização de leis trabalhistasDesemprego, a terceira fase da crise financeira globalDe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A idéia em estudo prevê o pagamento de até duas parcelas adicionais do seguro desemprego aos trabalhadores demitidos de setores ou unidades da federação mais afetados pela crise econômica. Emediato informou que está sendo elaborado um modelo pelos técnicos do Ministério do Trabalho que permite uma comparação ano a ano, desde 2003, e caso a caso dos setores da economia, para identificar o aumento de demissões que possa ser considerado "fora do normal" para aquele setor. Quanto à proposta da Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, de criação de um programa emergencial para atender empresas e trabalhadores, Emediato confirmou que o conselho informou que foi entregue ao Conselho um estudo elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, que será analisado a partir de agora.  Ainda de acordo com Emediato, durante a reunião desta quarta alguns conselheiros representantes dos empresários afirmaram que o aumento do desemprego no País pode acontecer a partir de março do ano que vem. "Por isso, estamos estudando todas as propostas e analisando setores que poderão precisar do amparo do Fundo de Amparo ao Trabalhador", disse.

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