Decisões do Fed devem ser transparentes, diz Bernanke

O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, refletiu sobre o seu passado como educador e ressaltou a importância da transparência do banco central em suas declarações da decisão política monetária.

AE, Agencia Estado

14 de novembro de 2013 | 01h20

Em seu discurso, Bernanke disse que os desafios enfrentados pelos Estados Unidos são abordados com mais eficácia em um ambiente de debate público. "Isso só é possível quando as decisões de política monetária são tomadas da forma mais transparente possível", afirmou.

O presidente do Fed também falou sobre as lições aprendidas e de como elas ajudaram o BC norte-americano a lidar com a crise financeira atual. Ele afirmou ainda que as recentes medidas ousadas tem como objetivo evitar cometer erros semelhantes aos cometidos no passado.

"Salvaguardar o nosso compromisso com a estabilidade de preços é reforçado pelas lembranças dos custos da alta inflação nos anos 1970 e da subsequente restauração da estabilidade do preço pelo presidente do Fed na década de 1980".

O presidente do Fed, que vai deixar o comando do banco central norte-americano no início de 2014, não falou sobre a atual política monetária ou sobre as circunstâncias econômicas durante o seu discurso. Ele ainda disse que o Fed tem feito mudanças em sua transparência, o que a sua provável sucessora Janet Yellen deve falar nesta quinta-feira durante discurso no Senado.

"Tradicionalmente, como outros bancos centrais, o Fed relutava para explicar as suas decisões de política monetária para o público, se baseando em uma crença de que essa postura aumentaria a eficiência da política monetária", afirmou Bernanke. "Essa falta de abertura se tornou cada vez mais fora de sintonia com outras instituições em nossa sociedade democrática, reduzindo a eficiência da política do Fed, inibindo a compreensão do público e gerando o debate sobre os objetivos da política monetária", acrescentou.

De acordo com Bernanke, isso começou a mudar em 1990, quando "a transparência, a abertura e a responsabilidade se tornaram prioridades do presidente do banco central dos EUA". Fonte: Market News International.

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