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Declaração preocupa servidores

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que época de crise não é o momento de os trabalhadores pedirem aumentos de salários, deixaram os servidores públicos federais em estado de alerta. "A gente não está tranquilo e esse é mais um sinal de que devemos ficar com as barbas de molho", afirmou o presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Paulo Calovi. Os servidores públicos federais conseguiram no ano passado uma ampla reestruturação de carreiras que já está aprovada em lei. O plano de cargos e salários de todos os servidores federais do Poder Executivo, incluindo aposentados e pensionistas, prevê um reajuste parcelado em quatro etapas, e ao final de 2011 os custos acumulados serão de quase R$ 32 bilhões no Orçamento Geral da União. A segunda parcela está prevista para ser paga em junho deste ano. No entanto, por causa dos reflexos da crise financeira que já estão reduzindo a arrecadação da União, a área econômica não descarta ter de renegociar as próximas parcelas. Embora tenha conseguido no último dia 18 uma garantia do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o acordo será cumprido, o secretário-geral da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef), Josemilton Costa, disse que a categoria vai se manter mobilizada, observando que as entidades sindicais têm um calendário de manifestações que serão realizadas até junho. O presidente do Sinal acrescentou que a garantia do ministro não elimina a possibilidade de "manobras" do governo. "Eles já rasgaram outros acordos conosco no passado", comentou. "Temos a visão de que o reajuste é um investimento na qualidade do serviço público", afirmou o secretário-geral da Condsef. E completou: "No caso do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), quem vai fiscalizar as obras? Quem faz auditorias e cobranças para que o governo arrecade mais? Quem atende a população em serviços essenciais? São os servidores públicos".

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