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Declarações de Lula não acalmam mercado, diz Wall Street

As declarações do candidato do PT, Luis Inácio Lula da Silva, de que irá garantir um superávit primário de 3,75% em 2003 e respeitará as obrigações com relação às dívidas interna e externa foram consideradas positivas, mas não terão qualquer impacto para acalmar os mercados, segundo analistas de Wall Street. "Foi uma atitude de responsabilidade de Lula num ambiente extramente volátil do mercado financeiro", disse o economista-chefe para América Latina do banco alemão WestLB, John Welch, à Agência Estado. "Não dá para apagar totalmente os muitos anos que Lula adotou outro discurso", acrescentou. Welch disse que o mercado ainda vai estar nervoso hoje. "O BC está adotando as medidas corretas. Inclusive, Armínio Fraga (presidente do BC) acabou de marcar reuniões com bancos de investimentos na Europa para acalmar os mercados", afirmou o economista do WestLB. Também na opinião do economista-chefe para América Latina do banco ING, Larry Krohn, os comentários de Lula no sábado passado deverão ter pouco efeito para diminuir o nervosismo do mercado. ?Lula interferiria em variáveis que FHC não ousaria interferir""Não acho que os investidores viram as declarações de Lula como tendo credibilidade. O que os investidores se importam é saber o que um presidente faria ao estar sob enormes pressões por causa de eventos internos e externos? Num cenário como esse, as inclinações de Lula seriam de interferir em variáveis que o presidente Fernando Henrique Cardoso não ousaria interferir", afirmou Krohn à Agência Estado. Para ele, os mercados vão continuar bastante nervosos e voláteis. "De novo, o que vai dominar as ações dos investidores serão os resultados das pesquisas eleitorais. O mercado pode até ignorar a divulgação de indicadores positivos, como o do balanço de pagamento e das contas fiscais", explicou o analista do ING. Krohn acredita que as pesquisas eleitorais a serem divulgadas esta semana não deverão mostrar mudança significativa em relação aos resultados mais recentes, o que contribuirá para o forte nervosismo observado nos últimos dias. Dólar a R$ 3 em duas semanasKrohn acredita que, por conta dos riscos no cenário político, o câmbio poderá bater o patamar de R$ 3 por dólar nas próximas duas semanas. "Não estou muito otimista no curto prazo em relação ao Brasil", afirmou.

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