Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Defasagem do diesel é zerada e a da gasolina fica em 6%, revela Abicom

De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis, desde 25 de maio o diesel não registrava paridade com os preços praticados no Golfo do México, nos Estados Unidos

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2022 | 14h31

RIO - A queda do preço do petróleo no mercado internacional zerou a defasagem do preço do diesel no mercado interno, uma boa notícia para o novo presidente da Petrobras, Caio Paes de Andrade, que pelo menos por enquanto terá um problema a menos para resolver. A gasolina, porém, ainda registra diferença de preços de 6%, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

De acordo com a Abicom, desde 25 de maio o diesel não registrava paridade com os preços praticados no Golfo do México, nos Estados Unidos. O último reajuste dos combustíveis pela Petrobras foi realizado pelo ex-presidente José Mauro Coelho no dia 18 de junho - de 14,2% para o diesel e de 5,12% para a gasolina. O governo trocou Coelho por Paes e Andrade com a justificativa de que, após a substituição, não haveria mais aumentos até as eleições.

"Apesar da manutenção do câmbio em um patamar elevado, a redução dos preços de referência do óleo diesel e da gasolina no mercado internacional proporcionou que a defasagem para gasolina caminhasse para paridade e para o óleo diesel chegasse muito perto da paridade, mas ainda inviabilizam as operações de importação", explica a Abicom.

Mesmo com sucessivas quedas do preço do petróleo, a commodity ainda opera com alta volatilidade e cotações elevadas, acima dos US$ 100 o barril, o tipo Brent, e o dólar tem resistido a cair do patamar de R$ 5,20.

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