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Default dos EUA poderá custar US$ 2 tri aos poupadores

Ninguém sabe exatamente o que deverá acontecer se o Congresso e o governo do presidente Barack Obama não conseguirem chegar a um acordo para elevar o teto da dívida até o prazo atual de 17 outubro. Mas um grupo colocou um preço sobre o quanto isso custaria a poupança de aposentadoria.

AE, Agencia Estado

11 de outubro de 2013 | 08h05

Em um relatório, a Sociedade Americana de Profissionais de Pensão e Atuária (ASPPA, na sigla em inglês) disse que o valor da poupança de aposentadoria dos norte-americanos pode cair em mais de 20% durante um período de alguns meses no caso de um default - o que representa uma perda de mais de US$ 2 trilhões entre planos de pensão com base no empregador, planos de aposentadoria patrocinados pelo empregador, também conhecidos como 401(k), e contas individuais de aposentadoria.

"Isso não é Wall Street, isso é Main Street", disse o CEO da ASPPA, Brian Graff, descrevendo os grupos cujos ativos seriam perdidos. "A verdadeira tragédia é permitir que a sua segurança de aposentadoria se torne mais uma vítima dos fracassos políticos".

Graff disse que o relatório da ASPPA chegou às suas conclusões ao analisar o impacto econômico do debate sobre o limite da dívida em 2011 e as perturbações econômicas que seguiram o incidente. Esse debate não terminou em default. Mas, mesmo assim, de acordo com o relatório da organização, "os ativos de pensão privada recuaram um adicional de 26% em relação ao local onde deveriam estar".

Segundo Graff, a economia e os saldos dos poupadores estão ainda piores hoje do que teriam ficado sem o impasse de 2011. Um calote hoje, diz ele, forçaria muitas pessoas a mudar a sua estratégia de aposentadoria e se aposentar mais tarde do que o planejado.

É claro que, após o impasse de 2011, os mercados se recuperaram e um investidor que vendeu em meio ao negativismo durante esse impasse poderia ter perdido alguns dos ganhos que se seguiram. Laurie Nordquist, diretora de aposentadoria institucional no Wells Fargo, oferece uma perspectiva de longo prazo. Ela observa que os investidores que se concentram no planejamento de longo prazo conseguem taxas melhores do que aqueles com reações "impulsivas" aos acontecimentos do mercado.

"Prever quando entrar e sair do mercado não é muito bom", disse ela. "Os participantes de um plano 401 (k) precisam se concentrar sobre a melhor alocação para o longo prazo". Fonte: Dow Jones Newswires.

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