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Defesa da indústria nacional marca carreira de economista

No BNDES desde 2007, Luciano Coutinho é filiado ao PMDB, participou do governo Sarney e fundou a LCA Consultores

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de março de 2014 | 02h08

Pernambucano, o economista Luciano Coutinho é formado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP), com doutorado pela Universidade de Cornell (EUA), mas é na Universidade de Campinas (Unicamp) que tem disseminado sua visão de política industrial por mais de 30 anos.

Habilidoso comunicador, Coutinho foi um dos principais colunistas econômicos nos anos 80, quando também apresentou na televisão programas de debates sobre a economia. No governo José Sarney, o economista foi secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, onde ficou famoso pela "lei de informática", introduzindo uma defesa da indústria nacional, amplamente criticada pelos liberais. Filiado ao PMDB, ajudou a formular o programa econômico de Ulysses Guimarães na campanha presidencial de 1989.

Na década seguinte, Coutinho fundou a LCA Consultores e aumentou seu contato direto com empresários e industriais. Desde julho de 2007, preside o BNDES - a segunda gestão mais longeva da história do banco, fundado em 1953.

Desde 2008, o Tesouro Nacional reforçou o capital do banco com R$ 324 bilhões, e o BNDES passou a ser um dos principais braços da política anticrise do governo petista. Além dos laços históricos com economistas do campo desenvolvimentista, hoje maioria no governo federal, Coutinho também é amigo pessoal do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). / J.V.

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