Defesa de executivos diz que vai apelar ao TRF

A defesa da Mude Comércio, a cargo do advogado Antonio Ruiz Filho, do Ruiz Filho e Kauffmann Advogados Associados, vai apelar ao Tribunal Regional Federal. "Existem elementos para a absolvição de todos e vamos continuar lutando por ela", declarou Ruiz Filho. "A empresa comercializava produtos já nacionalizados. Seus diretores não praticaram qualquer crime. A pena foi excessiva." Ruiz Filho avalia que os prazos para interceptação telefônica ultrapassaram os limites legais. "As prorrogações não tinham fundamentação adequada. A prova colhida é nula."

Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

23 de fevereiro de 2011 | 00h00

A Mude continua operando, mas com sérias dificuldades. "Está praticamente impedida de operar. Caiu muito o faturamento e muitos funcionários foram demitidos. A operação produziu efeitos maléficos a uma empresa genuinamente brasileira que recolhia muitos impostos."

O criminalista Miguel Reale Júnior, que defende Carlos Roberto Carnevali, disse que seu cliente foi alvo de "informações deturpadas dadas aos órgãos de investigação sobre seu envolvimento como sócio oculto (da Mude)".

"Os responsáveis pelas informações indevidas serão objeto de ações de indenização", advertiu Reale Júnior. "A sentença foi muito bem fundamentada. Levamos ao juiz uma visão clara da incongruência e da fragilidade dos elementos indicativos de que haveria participação oculta (de Carnevali) no descaminho praticado."

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