Roosevelt Cassio/ Reuters
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Defesa diz que, até o momento, não recebeu notificação oficial de Embraer e Boeing

Em nota, ministério diz que 'eventuais impactos econômicos legais e políticos' serão avaliados

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2020 | 21h21

BRASÍLIA – O Ministério da Defesa informou que não recebeu “nenhuma notificação oficial” sobre o rompimento do acordo de compra da área de aviação comercial da Embraer pela Boeing. Em nota, o Ministério diz ainda que “eventuais impactos econômicos, legais e políticos, além das repercussões na base industrial de defesa, decorrentes da decisão da Boeing de rescindir o Acordo Global da Operação (MTA), serão avaliados à medida que maiores detalhes estejam disponíveis”.

A Defesa salienta ainda que a Embraer é considerada uma “empresa estratégica, fundamental para o País e com longa trajetória de sucesso”. Em outro trecho, o comunicado da Defesa destaca que “a operação envolvendo as duas companhias não incluiu a divisão de defesa da Embraer, que se manteve uma corporação independente para o desenvolvimento de produtos do setor”.

A rescisão do contrato entre as duas empresas foi comunicado hoje. Pelo acordo, firmado em 2018, a Boeing teria o controle sobre a aviação comercial da Embraer.

Na nota, a Defesa afirma que o Ministério e o Comando da Aeronáutica estão acompanhando atentamente “todos os aspectos relacionados ao tema”. Lembra ainda que a “histórica parceria” entre a Força Aérea Brasileira e a Embraer permitiu ao Brasil “grande desenvolvimento tecnológico, com o projeto e produção de aeronaves do mais elevado padrão internacional”.

Por fim, o comunicado cita que informações sobre os projetos do Ministério da Defesa e da Força Aérea Brasileira (FAB) com a Embraer “serão divulgadas, oportunamente, conforme as instituições forem formalmente notificadas sobre as condições que permanecem válidas”

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