Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Deficientes não foram poupados

As dispensas não poupam nem trabalhadores da cota de deficientes. Kleber Frasson, de 26 anos e há seis trabalhando no setor de pintura da Mercedes-Benz, recebeu o telegrama de dispensa na quinta-feira. Ele pertence ao grupo de 1,4 mil funcionários que está em licença remunerada desde fevereiro e que, na visão dos metalúrgicos, é o primeiro alvo dos cortes.

O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2016 | 05h00

Mudo, ele explica por meio de gestos, traduzidos por um companheiro, que mora na zona leste de São Paulo com o pai, aposentado, e um irmão de 38 anos que trabalhava na área de construção civil, mas está desempregado há um ano.

É Frasson quem banca a maior parte dos gastos da família. Nos últimos seis meses, ele esperou que a empresa o chamasse de volta e agora conta com as negociações entre o sindicato e a Mercedes para que a demissão seja revertida. O diretor do sindicato, Sebastião Ismael de Souza, representante na empresa do grupo de deficientes, afirma que, nos últimos três anos, a Mercedes demitiu mais de 40 trabalhadores dessa equipe. “A empresa não cumpre a cota”, afirma.

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