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Déficit com petróleo no 1 º semestre fica em US$ 695 mi

A disparidade dos preços do petróleo e derivados exportados pelo Brasil em relação ao importado provocou um novo déficit na balança comercial do setor no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período no ano passado. Segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), houve déficit de US$ 695,4 milhões, apesar de as exportações terem superado em quase 78 mil barris o volume importado de petróleo e derivados. O déficit financeiro, porém, é bem menor do que o do mesmo período em 2008, quando chegou a US$ 2,7 bilhões. De acordo com a ANP, a receita com as exportações de petróleo nacional (US$ 2,801 bilhões) no primeiro semestre foi 48% menor do que no mesmo período de 2008; a de derivados caiu 55%.Nesse período, o preço do petróleo despencou no mercado internacional, atingindo tanto exportações quanto importações. O preço médio do barril importado no primeiro semestre deste ano foi de US$ 52, ante US$ 107 no mesmo período do ano passado. No primeiro semestre deste ano, porém, o valor do petróleo nacional teve um ganho em relação ao produto importado. Por ser mais pesado, o petróleo brasileiro tradicionalmente tem valor mais baixo. No primeiro semestre do ano passado, o preço médio do petróleo exportado era de US$ 56, o que correspondeu a 52% do valor do produto importado. Já no primeiro semestre deste ano, o valor médio foi de US$ 36, ou 70% do valor do produto importado. CONSUMOEm relação ao mercado nacional, a ANP divulgou ontem que o consumo esteve estagnado no primeiro semestre deste ano, com aumento de apenas 0,3% no volume total comercializado, de 51,333 bilhões de litros.O principal destaque do primeiro semestre foi a queda de 4,8% no consumo do óleo diesel e o aumento de 17,7% nas vendas de etanol em relação ao mesmo período no ano passado. "O consumo de álcool hidratado e de álcool anidro somado passou o de gasolina em março de 2008 e desde então essa diferença entre ambos só vem aumentando", destacou o superintendente da ANP, Edson Silva.O volume de vendas de álcool hidratado sozinho cresceu 26,5%, enquanto o de anidro (que é adicionado à gasolina) acompanhou a estabilidade da gasolina, com aumento de 0,1% no período. "Na prática, a gasolina hoje tornou-se um combustível alternativo no mercado de veículos leves, que é dominado pelo etanol", disse Silva. O diretor Alan Kardec, da área de distribuição da reguladora, disse que, analisado o primeiro semestre em comparação com o mesmo período de 2007, verifica-se um crescimento de 10%. Para ele, "certamente o mercado deve reagir no decorrer dos próximos meses"."A comparação com 2007 nos parece mais apropriada porque exclui o período atípico de crescimento mais elevado do primeiro semestre de 2008", comentou. Também segundo dados da ANP, o Gás Natural Veicular (GNV) apresentou queda no consumo no primeiro semestre deste ano, na comparação com o ano passado, passando de 6,7 milhões de metros cúbicos por dia para 5,78 milhões de metros cúbicos por dia, ou -13,8%.Também tiveram queda o GLP, de 2,6% no período, o óleo combustível, 8,6%, e o querosene de aviação, que registrou retração de 0,8%.

Kelly Lima, O Estadao de S.Paulo

11 de agosto de 2009 | 00h00

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