Déficit comercial de têxteis sobe 208% no 1º bimestre

O déficit comercial do setor têxtil e de confecções chegou a US$ 234,6 milhões no primeiro bimestre, aumento de 208,6% sobre o mesmo período de 2007. O dólar desvalorizado contribuiu para o aumento de 51,3% nas importações, enquanto as exportações avançaram 16,1%, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit)."Esse resultado é preocupante", afirma o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, destacando que o setor teve superávit comercial de US$ 700 milhões em 2005. "É difícil imaginar que em dois anos o setor tenha perdido sua expertise de produzir, criar e desenvolver produtos que atendam aos mercados nacional e internacional", argumenta.As importações no período totalizaram US$ 628,683 milhões, impulsionadas pelas compras de tecidos (US$ 142,5 milhões), fios (US$ 122,5 milhões), confecções (US$ 115,1 milhões) e filamentos (US$ 114,3 milhões). O segmento de fios foi o que mais ampliou suas compras externas, incremento de 76,2%, seguido por tecidos (67,8%) e confecções (59,6%).As exportações de produtos têxteis e confeccionados somaram US$ 394,066 milhões. De acordo com a Abit, o setor registrou aumento de 46,3% nas vendas externas de fibras têxteis, para US$ 141,7 milhões, mas de apenas 1,26% nas de tecidos, US$ 56,6 milhões. As exportações de confecções recuaram 4,1%, para US$ 91,255 milhões.

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