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Déficit comercial do Brasil com a Europa dispara

Brasil é o país emergente que sofreu a maior queda nas exportações para o mercado da União Europeia em 2013

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2013 | 02h09

GENEBRA - O déficit do Brasil com a Europa aumenta em mais de dez vezes em apenas um ano e os produtos nacionais perdem espaço no mercado europeu. Dados divulgados ontem pela União Europeia (UE) apontam que o Brasil é o país emergente que sofreu a maior queda de vendas para o mercado da UE em 2013 e passou a ser o único membro dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) com o qual a Europa terá um superávit no ano.

De acordo com os dados revelados pela Eurostat, as exportações do Brasil para a Europa até setembro deste ano registraram uma queda de 15%, caindo de 26 bilhões em 2012 para 22 bilhões em 2013. A redução fez com que o Brasil fosse superado pela Índia e Coreia do Sul, vendo sua posição cair da oitava para a décima colocação entre os maiores fornecedores de bens para o mercado europeu.

Com a crise na Europa e uma estagnação no poder de compra, o bloco registrou uma queda generalizada de suas importações. A China, o maior fornecedor de bens ao mercado europeu, identificou uma queda de 6% em suas vendas, em comparação a uma redução de 7% no fluxo de bens dos Estados Unidos à economia do bloco europeu.

No caso do Brasil, porém, a queda foi a mais acentuada entre todos os países emergentes e, numa avaliação geral, só perdeu para a redução de 17% que as exportações japonesas sofreram para a Europa.

Se o Brasil perde espaço no mercado europeu, os dados da Eurostat revelam que as exportações de Alemanha, Espanha e demais países da UE vem aumentando ao mercado brasileiro. Entre janeiro e setembro, a alta foi de 3%.

Mudança. O resultado é uma transformação importante na relação comercial entre Brasil e Europa. Entre janeiro e setembro de 2012, os europeus acumulavam um superávit de 400 milhões com o Brasil. Neste ano, o valor do superávit foi multiplicado por mais de 10 e é de 5 bilhões.

Nenhum outro país dos Brics registrou um salto positivo para a Europa. No caso da China, o buraco europeu chega a 85 bilhões, contra 58 bilhões na relação comercial com a Rússia.

Superávit. Os dados também revelam que o superávit comercial da zona do euro bateu a marca de 13,1 bilhões em setembro, o maior volume desde 1999. Parte do motivo é a crise na Europa que tem afetado o volume das importações.

Já as exportações tem funcionado como um dos poucos aspectos na economia europeia que tem crescido e, justamente, evitando que a recessão seja ainda mais prolongada./J.C.

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