Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Déficit comercial dos EUA alcança outro recorde mensal

Os americanos continuam gastando dinheiro com entusiasmo, até mesmo quando o ritmo de crescimento econômico recua. O déficit no comércio exterior de bens e serviços dos EUA cresceu em agosto, para surpresa dos analistas, e alcançou um número mensal sem precedentes de US$ 69,9 bilhões, informou hoje o Departamento de Comércio. O aumento do déficit no mês passado foi de 2,7%. Em julho, o déficit tinha sido de US$ 67,998 bilhões e a maioria dos analistas tinha calculado que cairia cerca de US$ 66 bilhões em agosto.Nos oito primeiros meses do ano a diferença entre o que os EUA vendem e o que compram foi de US$ 522,812 bilhões, comparados com os US$ 456,989 bilhões do mesmo período do ano passado. Em todo o ano de 2005, o desequilíbrio da balança comercial americana somou US$ 716,730 milhões.A notícia tem um lado positivo, já que a despesa dos consumidores representa quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA. No entanto, alguns economistas advertem que um déficit comercial de tal magnitude poderia diminuir entre dois e cinco décimos o crescimento e isto obrigará os economistas a reduzir seus cálculos do PIB do terceiro trimestre. Os prognósticos até agora estavam em um nível anual de crescimento abaixo dos 3%.Em agosto, as importações dos Estados Unidos subiram 2,4% e alcançaram o valor de US$ 192,278 bilhões. O aumento não se deveu somente às compras de petróleo, já que as aquisições de alimentos e bebidas, bens de capital e bens de consumo alcançaram números sem precedentes. As exportações de bens subiram 2,9% e seu valor foi de US$ 87,973 bilhões.Comércio com China representa mais de 25% do déficit americanoO petróleo representa quase 40% do déficit no comércio de bens dos EUA. Em agosto, o valor do petróleo importado chegou ao número sem precedentes de US$ 22,700 bilhões, em um mês no qual o preço médio do produto foi de US$ 66,12 por barril. O superávit dos países da América Latina e do Caribe em seu comércio de bens com os Estados Unidos cresceu 16,8% em agosto e chegou a US$ 11,351 bilhões, segundo o relatório do Departamento de Comércio.O Governo informou além disso que o superávit dos países da União Européia em seu comércio de bens com os Estados Unidos diminuiu 17,4% em agosto e ficou em US$ 11,018 bilhões. Nos oito primeiros meses deste ano a UE acumulou um superávit de US$ 81,624 bilhões, comparado com os US$ 78,872 bilhões entre janeiro e agosto de 2005. Os países da União Européia contabilizam quase 15% do déficit no comércio exterior de bens dos Estados Unidos.Por sua parte, o superávit dos países do Leste da Ásia em seu comércio de bens com os Estados Unidos aumentou 7,2% em agosto e chegou a US$ 34,049 bilhões. Nos oito primeiros meses deste ano a região acumulou um superávit de US$ 230,050 bilhões, em comparação com os US$ 208,851 bilhões de dólares do período de janeiro-agosto de 2005. Os países do Leste da Ásia contabilizam quase 42% de déficit no comércio exterior de bens dos Estados Unidos. Um só país dessa região, a China, representa mais de 25% do déficit total no comércio de bens dos EUA.

Agencia Estado,

12 de outubro de 2006 | 16h03

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.