Déficit comercial dos EUA sobe 43% em março e tem a maior alta em quase 20 anos

Saldo da balança comercial, calculado a partir da diferença entre exportações e importações, ficou negativo em US$ 51,37 bilhões

O Estado de S. Paulo

05 Maio 2015 | 10h36

WASHINGTON - Os Estados Unidos registraram déficit comercial de US$ 51,37 bilhões em março, uma alta de 43,1% em relação ao saldo negativo de fevereiro, que foi revisado para US$ 35,89 bilhões, de US$ 35,44 bilhões na estimativa inicial. Esta é a maior expansão mensal do déficit norte-americano desde dezembro de 1996.

Além disso, o saldo negativo de março é o maior desde outubro de 2008 e superou a previsão dos analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que esperavam déficit de US$ 42,5 bilhões.

O desempenho da balança comercial foi impulsionado principalmente pelo crescimento recorde das importações, que subiram 7,7% em março ante fevereiro, para US$ 238,21 bilhões. As exportações, por sua vez, avançaram 0,9%, para US$ 187,84 bilhões.

A forte expansão do déficit da balança comercial ocorre depois de portos da costa Oeste dos EUA chegarem a um acordo, em fevereiro, com trabalhadores que entraram em greve. Com o retorno das operações dos terminais, várias categorias de produtos bateram recorde de importações. 

O aumento dos importados também reflete a valorização do dólar, que elevou a demanda interna por bens estrangeiros. Além disso, economias em desaceleração na Europa e na Ásia têm diminuído a demanda por bens e serviços norte-americanos. 

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