Déficit comercial dos EUA sobe para US$ 41,84 bilhões

A demanda mais forte por carros importados e bens de capital provocou um aumento no déficit comercial dos Estados Unidos para US$ 41,84 bilhões, em maio, de acordo com dados do Departamento do Comércio. O déficit de abril, por sua vez, foi revisado em baixa, para US$ 41,65 bilhões, ante a estimativa anterior que havia apontado um resultado negativo de US$ 42,03 bilhões. O resultado das transações comerciais norte-americanas confirmou a previsão média de 19 economistas, que trabalhavam com um prognóstico de US$ 41,80 bilhões. As importações feitas pelos EUA cresceram 0,7%, refletindo o aumento de US$ 790 milhões nas contas referentes a compras externas de automóveis e autopeças. A conta foi elevada pelo aumento de US$ 431 milhões das compras de equipamentos médicos e telecomunicações e de computadores. A conta do país com compra de energia, no entanto, diminuiu em US$ 10,17 bilhões em maio, de US$ 10,74 bilhões. As exportações aumentaram 0,9%. EUA-Brasil O déficit dos Estados Unidos com o Brasil caiu para US$ 507 milhões em maio, de US$ 553 milhões em abril, de acordo com dados não ajustados. Inflação Os preços no atacado norte-americano subiram, em junho, após uma seqüência de dois meses em queda. A alta repercute o aumento de itens relacionados a petróleo e alimentos. Mas as pressões de preços vindas de outros grupos regrediram. O Departamento do Comércio informou que o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) subiu 0,5% no mês passado, interrompendo a série de dois meses de declínio que tinham acalentado as preocupações sobre deflação. Mas a alta deveu-se aos grupos de alimentos e energia, enquanto os preços de outros produtos seguiram em queda. O núcleo do PPI, que exclui os itens de energia e alimentos, caiu 0,1%. Os números causaram surpresa em Wall Street, uma vez que a projeção consensual era de alta de apenas 0,3% do PPI amplo e aumento de 0,1% do núcleo do índice. O preço de itens relacionados a energia, que têm um peso de 15% no índice, subiu 3,4%. Dentro dessa categoria, a gasolina avançou 7,6%, o que correspondeu à maior alta em quatro meses. Os alimentos, que respondem por cerca de 21% do índice, subiram 0,4%. Em termos anualizados, as pressões inflacionárias aumentaram. Nos doze meses até junho, o PPI subiu 2,9%, após ter subido 2,5% nos doze meses até maio. As informações são da Dow Jones.

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