Déficit comercial dos EUA tem queda inesperada

Os Estados Unidos registraram uma inesperada redução do déficit de sua balança comercial em junho, após as exportações do país terem crescido para o maior nível em dois anos, enquanto as importações ficaram estáveis. O déficit norte-americano nas trocas de serviços e produtos com outros países encolheu para US$ 39,55 bilhões, do nível revisado de US$ 41,48 bilhões de maio. A previsão inicial do déficit de maio foi de US$ 41,84 bilhões. A redução do déficit comercial contrariou o prognóstico consensual de 19 economistas consultados pela Dow Jones Newswires-CNBC de que o déficit ficasse praticamente inalterado, em US$ 41,80 bilhões. A redução do déficit deveu-se principalmente ao desempenho melhor das exportações do país, que cresceram 2,4%, para US$ 84,6 bilhões, o maior nível desde as vendas de US$ 85,2 bilhões de junho de 2001. O relatório mostrou ainda que as importações feitas pelos norte-americanos ficaram praticamente estáveis. O país importou US$ 124,17 bilhões em junho, ante US$ 124,16 bilhões em maio. As compras norte-americanas de bens de capital caíram US$ 79 milhões e de bens de consumo, como roupas, recuaram US$ 1,21 bilhão. A conta de compras de automóveis importados e autopeças aumentou em US$ 438 milhões, para o nível recorde de US$ 18,2 bilhões. O Departamento do Comércio informou que o déficit nas trocas comerciais do país com o Brasil aumentou para US$ 565 milhões, de US$ 507 milhões em maio. Os dados de trocas comerciais bilaterais não são ajustados. Com a China, o déficit comercial dos EUA subiu para US$ 9,99 bilhões, de US$ 9,86 bilhões em maio. As informações são da Dow Jones.

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