Déficit da Previdência cai em janeiro, para R$ 3,69 bilhões

O déficit nas contas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) foi de R$ 3,696 bilhões em janeiro, um resultado 25,9% menor do que o apurado em janeiro do ano passado (R$ 4,985 bilhões), segundo divulgou nesta segunda-feira, 26, o Ministério da Previdência.Pela nova metodologia que o governo pretende adotar para as contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que inclui 0,1% da arrecadação da CPMF como receita primária do INSS e compensa a Previdência das renúncias adotadas para alguns setores da economia, o déficit do instituto foi de R$ 1,875 bilhão em janeiro.Na metodologia tradicional, o 0,1% da CPMF é adicionado aos cofres do INSS para cobrir o déficit, e não como receita. As renúncias previdenciárias hoje, por lei, são dadas a micro e pequenas empresas optantes do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições (Simples), às entidades filantrópicas (como casas de saúde e universidades) e às exportações de produtos agrícolas.Arrecadação maiorSegundo o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, a redução no déficit se deve, principalmente, ao aumento na arrecadação do instituto. Houve um crescimento de 12,2% nas receitas, que passaram de R$ 8,4 bilhões para R$ 9,4 bilhões, no período.A maior formalização de mão-de-obra no ano passado, segundo o secretário, contribuiu para o aumento na arrecadação previdenciária.Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, ao longo de 2006, foram criados 1,2 milhão de novos empregos com carteira assinada. "E, como complemento, as despesas com benefícios ficaram praticamente estáveis", afirmou Schwarzer. Os pagamentos somaram R$ 13,1 bilhões, em janeiro deste ano, contra R$ 13,4 bilhões, em janeiro de 2006 - uma pequena redução de 1,9% nos gastos.

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