Déficit da Previdência cresce 27,4% em 2001

O secretário de Previdência Social do Ministério da Previdência Social, Vinícius Carvalho Pinheiro, informou hoje que, apesar do crescimento recorde da arrecadação, o déficit do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) fechou em 1,08% do PIB, contra 0,93% do PIB, verificado em 2000. Em termos absolutos, o déficit da Previdência passou de R$ 10,97 bilhões, em 2000, para R$ 12,84 bilhões em 2001, o que representou um crescimento de 27,4%. O secretário explicou que o crescimento do déficit não resultou do desequilíbrio atuarial da previdência social, mas sim do que ele classificou como uma política de distribuição de renda via previdência social, com aumentos reais do salário mínimo. Entre 1994, início do Plano Real, e 2001, o valor dos benefícios pagos pela Previdência cresceu 25,6% em termos reais (descontada a inflação). Se não fosse o aumento do salário mínimo no ano passado - que passou de R$ 151 para R$ 180 - o déficit da Previdência teria aumentado apenas R$ 800 milhões e atingiria a cifra de R$ 10,8 bilhões. O secretário de Previdência Social anunciou também que os números preliminares do déficit previdenciário para 2002. De acordo com seus dados, a previsão, que ainda não está fechada, indica um déficit que varia de R$ 16 bilhões a R$ 17 bilhões. Esta previsão já considera o crescimento do PIB de 2,5%, e incorpora o aumento de R$ 20 para o salário mínimo, que passará a ter o valor de R$ 200 a partir de 1º de maio. Segundo ele, este déficit corresponde a 1,1% do PIB. Vinícius Pinheiro informou ainda que em abril, junto com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o Ministério irá encaminhar a previsão de déficit e sua relação com o PIB para os próximos 20 anos, tanto em relação ao INSS quanto em relação ao setor público.

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