Charles Sholl/Raw Image
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'Déficit da Previdência é trágico'

Ministro, no entanto, disse que não pode ajudar no convencimento dos parlamentares para a provar a reforma da Previdência

Entrevista com

Carlos Marun, ministro da Secretaria de Governo

Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2018 | 05h00

BRASÍLIA - Responsável pela articulação entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse ao Estadão/Broadcast que o déficit da Previdência é "trágico", mas pode ajudar no convencimento dos parlamentares para aprovar a reforma da Previdência. O ministro negou qualquer possibilidade de adiar a votação para depois das eleições, em novembro, como vem sendo aventado internamente no governo.

O déficit de R$ 268,8 bilhões nas contas da Previdência Social ajudar na aprovação da reforma?

São números trágicos. Previsivelmente trágicos. Eu espero que ajude a aprovar. É uma realidade. Temos esse déficit. Um País com esses números não tem futuro. Você botou hoje mais de 268 bilhões de razões para votarmos a favor da Previdência. Acho que isso pode ser significativo.

Integrantes do governo já colocam a votação para novembro. É isso?

Não existe essa possibilidade. Inclusive situações como esta (déficit) nos torna ainda mais convictos de que não pode existir um plano B. Só existe plano A: aprovar a reforma em fevereiro. Estamos trabalhando, buscando a conscientização da sociedade e dos parlamentares, buscando a pressão da sociedade, incentivando setores da sociedade a pressionar os parlamentares no sentido de que o voto favorável aconteça. Vamos continuar trabalhando e a partir do momento em que os deputados chegarem (a Brasília) vamos conversar pessoalmente.

Estado: Vai pressionar os parlamentares como?

Pressionar é pedindo o voto para a Previdência. Não pressionar de outra forma, com constrangimento e esculhambação. Não, pressionar pedindo votos. Os parlamentares ainda não estão aqui (em Brasília), nossa estratégia permanece a mesma. Conversar com quem estiver por aqui e atuar; o presidente Rodrigo (Maia) vai estar à frente da Presidência (da República) nesses dias, é um dos baluartes da reforma. Vamos avançar.

 

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