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Déficit da Previdência tem maior queda desde 1990

Arrecadação, também recorde para o mês, contribui para a redução do saldo negativo do INSS

Isabel Sobral, da Agência Estado,

21 de setembro de 2007 | 11h44

O Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) registrou queda de 20,4% no déficit em agosto, para R$ 2,586 bilhões, informou nesta sexta-feira, 21, o Ministério da Previdência Social. A redução, ante o mesmo mês do ano passado, é a maior já verificada nas contas da Previdência desde os anos 90.  Uma boa contribuição para essa redução veio do aumento de 11,2% na arrecadação líquida em relação ao mesmo mês de 2006. O valor, de R$ 11,684 bilhões, é a nova marca recorde, superando a de julho.  O secretário de Previdência Social, Helmut Schwarzer, explicou que o recuo é explicado também pelo maior controle do INSS com relação às despesas. Em agosto, as despesas com benefício cresceram 3,8%, somando R$ 14,270 bilhões. Segundo Schwarzer, os gastos estão controlados graças a uma melhor gestão na concessão dos benefícios, principalmente o auxílio doença, que desde 2005 tem passado por novos procedimentos de perícia médica. "No curto prazo, a melhora na arrecadação tem permitido ao INSS absorver de forma confortável o aumento do valor do salário mínimo, que impacta diretamente as despesas", declarou o secretário. Schwarzer destacou também o aumento da formalização de mão-de-obra no mercado de trabalho. Segundo ele, somente em agosto cerca de R$ 350 milhões a mais na arrecadação vieram das contribuições previdenciárias das empresas privadas ao INSS. As empresas recolhem porcentual de 20% sobre a folha de salários ao INSS, mensalmente.  No período acumulado de janeiro a agosto, o resultado negativo do INSS é R$ 26,957 bilhões, o que representa um crescimento de 0,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o déficit atingiu R$ 26,811 bilhões.

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