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Déficit das contas externas quase triplica em um mês

Resultado fraco da balança comercial faz transações com o exterior registrarem saldo negativo de US$ 2,311 bi

estadao.com.br,

23 de outubro de 2009 | 10h48

A conta corrente do balanço de pagamentos registrou em setembro um déficit de US$ 2,311 bilhões, quase o triplo do valor registrado no último mês de agosto, de US$ 821 milhões. O resultado deficitário foi liderado pela conta de serviços e rendas, que acumulou saldo negativo de US$ 3,969 bilhões. No mesmo período, a balança comercial acumulou superávit de apenas US$ 1,329 bilhão, valor bem inferior aos US$ 3,059 bilhões registrados em agosto último. Para fechar a conta, foram recebidas transferências unilaterais com saldo positivo de US$ 328 milhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Banco Central (BC).

 

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A trajetória crescente de valorização do real frente ao dólar vem afetando as exportações brasileiras e prejudicando a receita das empresas exportadoras. Desde o início de 2009, a divisa americana já acumula uma desvalorização de 25% na comparação com a moeda brasileira.

 

Para tentar atenuar a valorização do real, o governo anunciou na última segunda-feira a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) dos investimentos estrangeiros na bolsa de valores e em títulos públicos, com uma alíquota de 2%. A medida, porém, vem sendo critica por diversos setores da sociedade e, inclusive, pelo próprio governo. Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, a medida só beneficiaria a arrecadação e não ajudaria os exportadores.

 

Conta já acumula déficit de US$ 11,8 bi

No acumulado de janeiro a setembro de 2009, a conta corrente brasileira registra déficit US$ 11,876 bilhões. No acumulado de 12 meses até setembro deste ano, a conta corrente tem saldo negativo de US$ 17,185 bilhões, o equivalente a 1,23% do Produto Interno Bruto (PIB).

Segundo o BC, em setembro de 2008, mês do agravamento da crise financeira internacional, a conta corrente teve déficit de US$ 2,761 bilhões e, no acumulado dos nove primeiros meses daquele ano, o saldo negativo somava US$ 22,884 bilhões. Nos 12 meses até setembro de 2008, o déficit era de US$ 24,879 bilhões (1,63% do PIB).

 

Remessas de lucros ao exterior caem

 

As remessas de lucros e dividendos somaram em setembro US$ 1,508 bilhão, de acordo com o BC. Em setembro do ano passado, em pleno mês de recrudescimento da crise financeira internacional, as remessas somaram US$ 3,436 bilhões. Em agosto deste ano, as remessas foram de US$ 1,895 bilhão. No acumulado de janeiro a setembro, as empresas remeteram US$ 16,013 bilhões, em termos líquidos, para o exterior, o que corresponde a uma queda de 41,77% em relação ao montante remetido em igual período do ano passado.

 

As despesas com juros em setembro somaram US$ 524 milhões, um valor praticamente estável em relação a agosto (US$ 525 milhões) e ligeiramente maior que os US$ 502 milhões desembolsados em igual mês de 2008. De janeiro a setembro, as despesas com juros somaram US$ 6,857 bilhões, 29,08% superior ao verificado em igual período de 2008.

 

(com Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado)

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