Coluna

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Déficit de conta corrente dos EUA é ameaça à economia mundial

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Rodrigo de Rato, destacou os desequilíbrios na economia dos Estados Unidos como uma das principais ameaças à economia mundial. Ele se referiu mais especificamente aos déficits de conta corrente e fiscal dos Estados Unidos.Rato disse que é preciso uma ação mais forte pelo governo norte-americano em corrigir e reverter esses déficits externos e fiscal, especialmente através de políticas orçamentárias saudáveis. Contudo, Rato enfatizou que a responsabilidade para resolver esses sérios desequilíbrios da economia norte-americana tem que ser dividida por outros países, especialmente pela União Européia e pelo Japão."O déficit de conta corrente dos Estados Unidos é uma questão urgente. Tem a ver com a taxa de poupança da economia norte-americana, mas também com a capacidade de crescimento econômico de países desenvolvidos", explicou.Ele espera que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos (alta dos juros) ajude a corrigir os desequilíbrios da conta corrente daquele país. Segundo ele, o FMI projeta um déficit de conta corrente dos Estados Unidos, mantidas as tendências atuais, por volta de 4% do PIB nos próximos anos, o que implica que uma correção atual da situação de política fiscal norte-americana.Composição da conta correnteA balança comercial (exportações - importações), a balança de serviços (Fretes pagos e recebidos de navios estrangeiros, juros de empréstimos estrangeiros, lucros remetidos e recebidos do exterior, etc.) e as transferências unilaterais (donativos) formam a balança de transações correntes. Este saldo, juntamente com a balança de capitais - capital das firmas estrangeiras que ingressam no País, o capital estrangeiro que ingressa sob a forma de empréstimos, os empréstimos do FMI etc. - formam o balanço de pagamentos do país.

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